O Ramal Ferroviário Sudeste do Pará abriga a primeira estrutura de viaduto para travessia de fauna do Brasil. Esta obra surgiu devido à necessidade de escoar o minério da mina S11D até a Estrada de Ferro Carajás. O projeto segue as diretrizes estabelecidas pelo Ibama na Licença de Instalação n° 934/2013. A medida busca mitigar os impactos causados pela ferrovia na Floresta Nacional de Carajás.
Estrutura e funcionamento
A engenharia utiliza viadutos. As estruturas possuem cercas de arame galvanizado com 2,2 metros de altura para direcionar os animais. Os acessos contam com 100 metros de extensão em cada lado para assegurar a contenção necessária durante o deslocamento das espécies. Plantas arbustivas foram colocadas nas laterais.
Impacto na biodiversidade
O ramal possui 100 quilômetros. Foram instaladas 30 passagens entre túneis e viadutos para proteger a fauna local. Embora os túneis subterrâneos sejam mais comuns no Brasil, o uso de viadutos foi adotado porque modelos da América do Norte e Europa apresentaram alta eficiência. Registros confirmam o trânsito de capivaras e jaguatiricas.