A extração do látex transformou a região amazônica. O ciclo da borracha impulsionou a economia brasileira entre o fim do século XIX e o início do XX. Esse período de grande riqueza permitiu que Manaus se tornasse uma cidade cosmopolita, enquanto a demanda mundial por pneus para a indústria automobilística elevava os preços do produto extraído da seringueira.
O crescimento econômico e a exportação
A borracha era muito valorizada. Nos anos 1840, o Brasil exportava 460 toneladas anuais por 45 libras cada. O volume subiu para 1,9 mil toneladas em 1850, porque a procura global crescia de modo constante.
Os preços atingiram recordes históricos. Entre 1909 e 1911, o valor chegou a 512 libras por tonelada. Esse boom financeiro financiou grandes obras urbanas em Manaus e Belém.
Urbanização e o Tratado de Petrópolis
Manaus viveu um grande luxo. A cidade recebeu redes de esgoto, luz elétrica e bondes durante a virada do século. O Teatro Amazonas simboliza essa prosperidade cultural.
O território do Acre mudou de dono. O Brasil anexou a região após negociações com a Bolívia em 1903. O Tratado de Petrópolis estabeleceu a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré para facilitar o escoamento.
A rotina nos seringais
O trabalho era muito difícil. Os seringueiros extraíam a seiva da Hevea brasiliensis desde a madrugada. Eles enfrentavam perigos como doenças tropicais e ataques de animais silvestres.
Os aviadores controlavam o comércio local. Esses agentes forneciam mantimentos aos trabalhadores em troca do látex colhido. Muitos seringueiros acumulavam dívidas crescentes com esses patrões ao longo das safras.